Guia completo de Silent Hill: toda a cronologia da franquia antes de Townfall

Conheça todos os jogos da franquia de terror psicológico da Konami, do PS1 em 1999 até o lançamento de Townfall em 24 de setembro de 2026

Jogos
Por Astrazonix, em 22 de setembro, às 07:34
Tempo de leitura: 9 minutos

A franquia Silent Hill é uma das mais importantes e influentes da história dos jogos de terror. Criada pela Konami por meio do grupo interno conhecido como Team Silent, a série estreou em 1999 e rapidamente estabeleceu um novo padrão para o horror psicológico nos videogames, com narrativas que exploram traumas humanos profundos por meio de monstros que representam medos internos, não apenas ameaças externas. Com o lançamento de Silent Hill: Townfall marcado para 24 de setembro de 2026, este guia percorre toda a cronologia de lançamentos da franquia para ajudar veteranos a relembrar e novos fãs a entender o legado que culmina nesta nova entrada.

Silent Hill (1999)

Lançado para o PlayStation em 1999, o primeiro Silent Hill foi desenvolvido pelo Team Silent, um grupo interno da Konami. O jogo segue Harry Mason, um homem comum que viaja com sua filha adotiva Cheryl para a cidade de Silent Hill, um destino de férias recomendado por um amigo. Após um acidente de carro nas imediações, Harry perde a menina e precisa percorrer uma cidade coberta por névoa densa, repleta de criaturas grotescas e silêncio opressivo. A limitação técnica do PlayStation que impedia exibir grandes ambientes abertos resultou no uso de névoa espessa para esconder distâncias de renderização, um recurso que acabou se tornando um dos elementos visuais mais marcantes de toda a franquia. O jogo também introduziu a trilha sonora de Akira Yamaoka, compositor que definiria o som inconfundível da série por mais de uma década.

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Silent Hill (1999) - Gameplay

Silent Hill 2 (2001)

Lançado para PlayStation 2 em 2001 e considerado por muitos críticos e fãs como a obra-prima absoluta da franquia, Silent Hill 2 centra sua narrativa em James Sunderland, um homem que recebe uma carta de sua esposa Mary, falecida três anos antes vítima de uma doença. A carta diz que ela o espera em um lugar especial deles: Silent Hill. O que se segue é uma exploração intensa do horror psicológico, com os monstros do jogo representando os traumas e as repressões internas do próprio protagonista. Pyramid Head, o antagonista mais icônico de toda a franquia, faz sua estreia aqui como manifestação do senso de culpa de James. O jogo possui múltiplos finais que revelam perspectivas diferentes sobre o que realmente aconteceu com Mary, tornando cada revisita uma experiência mais rica. Em 2024, o estúdio polonês Bloober Team lançou um remake completo para PS5 e PC, recebido com elogios pela fidelidade ao espírito do original.

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Silent Hill 2 (2001) - Gameplay

Silent Hill 3 (2003)

Sequência direta do primeiro jogo, Silent Hill 3 (PS2 e PC, 2003) acompanha Heather Mason, uma adolescente que é, na verdade, a reencarnação de Alessa Gillespie e a mesma Cheryl do primeiro jogo. A protagonista se vê perseguida por membros da Ordem, o culto religioso que permeia a mitologia da cidade, enquanto precisa lidar com memórias que não reconhece como suas. O terceiro jogo é o mais visceralmente perturbador dos quatro títulos do Team Silent, com cenários industriais e imagens grotescas que empurraram os limites do hardware disponível na época. A trilha sonora de Akira Yamaoka atingiu aqui um de seus picos criativos, com a faixa You're Not Here tornando-se uma das músicas mais reconhecidas de toda a franquia e uma das composições mais marcantes dos games de horror.

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Silent Hill 3 (2003) - Gameplay

Silent Hill 4: The Room (2004)

O quarto jogo da série marca uma transição importante: Silent Hill 4: The Room (PS2, Xbox e PC, 2004) foi originalmente desenvolvido como um projeto independente antes de ser incorporado à franquia. Henry Townshend desperta preso em seu próprio apartamento em South Ashfield, sem conseguir abrir a porta ou ter qualquer contato com o mundo exterior. Buracos circulares aparecem nas paredes e o transportam para diferentes mundos de pesadelo, onde ele investiga os crimes de um serial killer ligado à cidade de Silent Hill. A mecânica de separar o apartamento seguro dos mundos de pesadelo foi inovadora, mas a mudança no tom e no estilo de jogo afastou parte dos fãs mais apegados aos três primeiros títulos. É o último jogo desenvolvido inteiramente pelo Team Silent, o grupo que criou e definiu a identidade original da franquia.

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Silent Hill 4: The Room (2004) - Gameplay

Silent Hill: Origins (2007)

Desenvolvido pelo estúdio britânico Climax Studios para o PSP em 2007, com versão para PS2 lançada posteriormente, Silent Hill: Origins é um prequel do primeiro jogo que acompanha Travis Grady, um caminhoneiro que se envolve involuntariamente com a cidade após resgatar uma garota de um incêndio. O jogo preenche lacunas da mitologia ao apresentar os eventos que precedem a chegada de Harry Mason na cidade, incluindo a história de Alessa Gillespie e a ascensão do culto da Ordem. Embora competente tecnicamente e respeitoso com o material original, o jogo não conseguiu reproduzir a atmosfera opressiva criada pelo Team Silent, marcando o início de uma fase em que a franquia seria desenvolvida exclusivamente por estúdios externos à Konami.

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Silent Hill: Origins (2007) - Gameplay

Silent Hill: Homecoming (2008)

O primeiro jogo da série para plataformas de alta definição, Silent Hill: Homecoming (PS3, Xbox 360 e PC, 2008) foi desenvolvido pelo estúdio americano Double Helix Games. O protagonista Alex Shepherd retorna para sua cidade natal de Shepherd's Glen, vizinha de Silent Hill, após servir no exército, apenas para encontrar uma localidade que parece estar sendo consumida pela cidade maldita. O jogo ficou marcado pela mudança no estilo de combate, tornando-o mais dinâmico e ágil em comparação aos títulos anteriores, o que dividiu profundamente a opinião dos fãs. Apesar das críticas ao afastamento das raízes da franquia, Homecoming foi o título mais vendido da série até aquele momento, demonstrando que o apelo da IP permanecia sólido para um público mais amplo.

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Silent Hill: Homecoming (2008) - Gameplay

Silent Hill: Shattered Memories (2009)

Uma reimaginação, e não um remake, do primeiro jogo, Silent Hill: Shattered Memories (Wii em 2009; PS2 e PSP em 2010) foi desenvolvido pela Climax Studios e representa um dos experimentos mais ousados da franquia. O jogo eliminou completamente o combate: em vez de lutar contra monstros, o jogador apenas foge deles em sequências cronometradas chamadas de Nightmare Runs. A grande inovação foi o sistema de perfil psicológico, que monitora as decisões e o comportamento do jogador durante o jogo para modificar elementos da narrativa, dos personagens e dos próprios pesadelos de forma orgânica. Embora tenha recebido atenção favorável da crítica, o título vendeu modestamente e sua abordagem experimental não foi replicada pelos jogos subsequentes da série.

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Silent Hill: Shattered Memories (2009) - Gameplay

Silent Hill: Downpour (2012)

Desenvolvido pela Vatra Games, um estúdio tcheco, Silent Hill: Downpour (PS3 e Xbox 360, 2012) tentou uma abordagem mais próxima das origens da franquia após as experimentações de Shattered Memories. O protagonista Murphy Pendleton, um presidiário, acaba em Silent Hill após um acidente com o veículo prisional que o transportava. O jogo trouxe um mapa mais aberto da cidade para exploração livre e missões secundárias, além de mecânicas de combate improvisado usando objetos do cenário. A recepção foi mista: alguns fãs apreciaram o esforço de retornar às bases, enquanto outros criticaram problemas técnicos de desempenho e irregularidades no ritmo da narrativa. Foi o último jogo original da série antes de um longo período de hibernação da franquia.

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Silent Hill: Downpour (2012) - Gameplay

Silent Hill: Book of Memories (2012)

Lançado exclusivamente para o PlayStation Vita em 2012, Silent Hill: Book of Memories foi desenvolvido pela WayForward e representa a entrada mais distante das raízes da franquia. O jogo é um dungeon crawler de perspectiva isométrica com foco em multiplayer cooperativo, abandonando completamente a estrutura de terror narrativo e atmosférico que define a série. A recepção foi negativa entre os fãs de longa data, que consideraram o título uma tentativa equivocada de ampliar o alcance da IP para um formato incompatível com sua identidade. Hoje o game é tratado principalmente como uma curiosidade histórica dentro da cronologia da franquia, sendo raramente citado em discussões sobre os melhores ou mais representativos títulos da série.

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Silent Hill: Book of Memories (2012) - Gameplay

P.T. e o Silent Hills cancelado (2014)

Em agosto de 2014, a Konami lançou um demo interativo intitulado P.T. (Playable Teaser) para o PS4, creditado misteriosamente a um estúdio fictício chamado "7780s Studio". O demo era um teaser de Silent Hills, um novo jogo desenvolvido por Hideo Kojima, com produção do cineasta Guillermo del Toro e participação do ator Norman Reedus como protagonista. P.T. tornou-se viral instantaneamente por ser um dos demos de terror mais perturbadores já criados, consistindo em um corredor doméstico aparentemente comum que escondia um horror psicológico crescente e um dos puzzles mais elaborados da história dos games. O projeto foi cancelado em 2015, quando Kojima e a Konami encerraram sua parceria, e o demo foi removido definitivamente da PlayStation Store. Silent Hills permanece, até hoje, como um dos projetos não realizados mais lamentados da indústria do entretenimento interativo.

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P.T. e o Silent Hills cancelado (2014) - Gameplay

Silent Hill: The Short Message (2024)

Desenvolvido pela HexaDrive e lançado gratuitamente para PS5 em fevereiro de 2024, Silent Hill: The Short Message marcou o retorno da franquia com uma produção de menor escala voltada para um público contemporâneo. O jogo segue Anita, uma adolescente que investiga o desaparecimento de uma amiga em um prédio abandonado em uma cidade alemã. A narrativa aborda com seriedade temas como saúde mental, bullying e pressão das redes sociais, e o estilo visual rompe com a névoa tradicional da franquia em favor de uma estética mais urbana e atual. Apesar da duração curta, o game foi bem recebido por introduzir novos espectadores à atmosfera única de Silent Hill e por demonstrar que a Konami havia retomado o controle criativo da franquia com intenções genuínas.

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Silent Hill: The Short Message (2024) - Gameplay

Silent Hill 2 Remake (2024)

Desenvolvido pelo estúdio polonês Bloober Team (criadores de Layers of Fear e The Medium) e lançado para PS5 e PC em outubro de 2024, o remake de Silent Hill 2 foi o grande teste para a retomada da franquia pela Konami. O projeto recriou o jogo de 2001 com gráficos em Unreal Engine 5, câmera ao ombro no estilo de Resident Evil 4, diálogos reescritos e novas cenas que expandem a história sem contradizer o original. O resultado surpreendeu até os mais céticos: crítica especializada e fãs veteranos receberam o remake com entusiasmo, reconhecendo a fidelidade ao espírito psicológico e à atmosfera perturbadora que tornaram o jogo original um clássico. O sucesso comercial e crítico do remake foi determinante para confirmar o futuro da franquia e legitimar os projetos que viriam na sequência.

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Silent Hill 2 Remake (2024) - Gameplay

Silent Hill f (2025)

Lançado em 25 de setembro de 2025 para PS5, Xbox Series X|S e PC, Silent Hill f é o primeiro título da franquia ambientado no Japão e o mais ousado do atual ciclo de renascimento da série. Desenvolvido pela NeoBards Entertainment com roteiro de Ryukishi07, o escritor de Higurashi: When They Cry e Umineko: When They Cry, o jogo acompanha Hinako Shimizu, uma estudante do ensino médio que foge de casa após uma briga com os pais e se vê no meio de uma invasão de névoa densa carregando flores vermelhas pela cidade fictícia de Ebisugaoka, nos anos 1960. Separada de seus amigos, Hinako precisa sobreviver aos monstros e desvendar os segredos da cidade enquanto enfrenta dilemas muito humanos: conflitos familiares, relações afetivas e crises de identidade tratados pelo horror como lente amplificadora. O jogo traz mecânica de sanidade que pode ser gasta para ataques poderosos, sistema de atualização com a moeda "Fé" obtida ao sacrificar itens em santuários e múltiplos finais determinados pelas escolhas do jogador ao longo da aventura. A recepção foi muito positiva: a crítica elogiou a atmosfera visualmente marcante, com flores vermelhas contrastando com ambientes acinzentados, os puzzles bem integrados à narrativa e o tratamento maduro das angústias adolescentes como veículo de horror psicológico. O jogo vendeu mais de 1 milhão de cópias no primeiro dia, tornando-se a estreia comercial mais rápida de toda a história da franquia.

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Silent Hill f (2025) - Gameplay

Silent Hill: Townfall (2026)

Desenvolvido pelo estúdio Screen Burn Interactive (anteriormente chamado No Code, criadores de Stories Untold e Observation) em parceria com a Annapurna Interactive e a Konami, Silent Hill: Townfall chega em 24 de setembro de 2026 para PS5 e PC, com a edição Digital Deluxe oferecendo acesso antecipado de 48 horas a partir de 22 de setembro. O jogo acompanha Simon Ordell, que acorda repetidamente no cais de St. Amelia, uma cidade costeira fictícia escocesa inspirada em St Monans, em Fife, e precisa recuperar fragmentos de seu passado para entender sua conexão com o local. A perspectiva em primeira pessoa foi escolhida como exigência da mecânica central: um televisor portátil CRT que Simon usa para detectar inimigos próximos não visíveis a olho nu e captar sinais que revelam informações da trama e guiam o jogador pelos desafios. O combate combina armas improvisadas como tábuas e canos com a opção de stealth para evitar confrontos, e o game possui cinco finais distintos, dois deles desbloqueáveis apenas no Novo Jogo+, com as escolhas que determinam o desfecho sendo deliberadamente sutis em vez de óbvias. O diretor Jon McKellan escolheu 1996 como período da narrativa por representar "a virada em que a tecnologia começou a explorar", com computadores pessoais e a internet emergindo no cotidiano, uma tensão que permeia toda a atmosfera do jogo. Construído em Unreal Engine 5, Townfall chega com 81/100 no Metacritic e 89% de recomendação no OpenCritic com base nas avaliações da crítica especializada.

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Silent Hill: Townfall (2026) - Gameplay

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