Lanterns estreia na HBO com aprovação quase unânime de crítica e público e reposiciona o DCU após tropeço de Supergirl

Série criada por Chris Mundy, Damon Lindelof e Tom King conquista 90% no Rotten Tomatoes e é comparada a True Detective com mitologia cósmica

HBO
Por Bruno Martins, em 22 de agosto, às 17:45
Tempo de leitura: 2 minutos

A HBO precisava de uma vitória, e Lanterns entregou exatamente isso. Os dois primeiros episódios da série baseada nos personagens Lanternas Verdes da DC Comics estrearam no dia 16 de agosto e foram recebidos com notas expressivas: 90% de aprovação da crítica e 92% do público no Rotten Tomatoes, com boa parte das avaliações de espectadores atribuindo nota máxima. No Metacritic, a série registra 72 pontos com base em 38 análises, classificada como "geralmente favorável". Para o DCU de James Gunn, que vinha de uma recepção morna com o filme Supergirl no início do verão americano, o resultado funciona como oxigênio.

A série coloca Kyle Chandler como Hal Jordan, o veterano lendário do corpo intergaláctico, e Aaron Pierre como John Stewart, o recruta que ainda está aprendendo a dominar seu anel de poder. A premissa parece simples: os dois são enviados para investigar um assassinato em Rushville, Nebraska, no coração rural dos Estados Unidos. Só que a investigação começa a revelar camadas de uma conspiração com ramificações cósmicas. A narrativa se divide em duas linhas temporais: 2016, quando Hal treinava John, e o presente, em 2026, aproximadamente um ano após os eventos de Superman e da segunda temporada de Peacemaker.

Um Lanterna Verde que funciona como thriller policial

A comparação com True Detective não é acidental. O showrunner Chris Mundy, conhecido por Ozark, trouxe a mesma sensibilidade para tensão e ambiguidade moral que marcou seu trabalho na Netflix. Ao seu lado, Damon Lindelof (Lost, Watchmen) e o roteirista de quadrinhos Tom King constroem uma trama que usa a mitologia dos Lanternas como pano de fundo para uma história essencialmente sobre dois homens tentando decifrar algo que pode ser grande demais para ambos. O elenco de apoio inclui Kelly Macdonald como a xerife local, Garret Dillahunt e Jason Ritter como pai e filho com agendas próprias, Ulrich Thomsen como Sinestro e Nathan Fillion como Guy Gardner.

A recepção positiva não significa ausência de críticas. Análises mais detalhadas, como a do Gizmodo, elogiam os cinco primeiros episódios como televisão envolvente, mas apontam que o ritmo perde fôlego nos episódios finais. Ainda assim, o consenso é de que Lanterns se posiciona como a entrada mais sólida e madura do DCU televisivo, superando as duas temporadas de Peacemaker e Creature Commandos em recepção do público.

A HBO concedeu à série o cobiçado horário de domingo às 21h, o mesmo espaço que já abrigou Game of Thrones, The Sopranos e True Blood. Oito episódios estão programados até 4 de outubro, e, segundo reportagens, o trabalho em uma potencial segunda temporada já começou nos bastidores, antes mesmo de uma renovação oficial. Aaron Pierre também já está confirmado para reprisar John Stewart no filme Man of Tomorrow, a continuação de Superman programada para julho de 2027.

Para uma franquia que carrega o estigma do fracasso cinematográfico de 2011 com Ryan Reynolds, Lanterns representa algo que vai além de números. A série prova que o Lanterna Verde funciona quando tratado com o mesmo respeito narrativo que a HBO dedica aos seus dramas de prestígio. Não é uma história sobre anéis mágicos e construtos verdes. É uma história sobre dois homens imperfeitos investigando algo que os ultrapassa, e que, por acaso, acontece de envolver poderes cósmicos. E isso, aparentemente, é o que faltava.

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